sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Perde-se um ídolo, ganha-se...




Jogadores do Remo reunidos após a conquista do campeonato paraense 2016 sub20                                        
      (Foto: Brenno Rayol/GloboEsporte.com)


Quando vejo o Remo, também posso incluir o rival Paysandu, vendendo jovens jogadores por 425 mil reais, caso da venda da promessa Azulina Amaury, ou por valor até inferior, penso o quanto estamos atrás de outros clubes do Brasil, inclusive os do nordeste. Apenas para termos uma ideia esse valor é inferior que a renda do jogo contra o Botafogo-SP, que foi roubada "misteriosamente" da sede do clube.



Dessa maneira, dificilmente a torcida verá surgir um novo ídolo vindo da categoria de base. Por mais que o clube tenha ficado com 20% do valor de uma futura venda do atleta, será que financeiramente essa venda compensa? Estou ciente que essas negociações envolvem muitas questões. Pressão do jogador,  pressão ainda maior do empresario, a própria vontade do clube em conseguir algum "trocado" etc... No caso da venda do Amaury, parece que o clube está satisfeito com a conclusão da negociação. Ainda mais se levarmos em consideração que por pouco o jogador não saiu de graça para o Atlético-PR. Por isso que nesse caso específico podemos dizer que o jogador e o clube conseguiram ter um diálogo para que fosse feito a assinatura de um contrato e ambas as partes saíssem ganhando. É um começo para quem já viu vários talentos saindo do clube quando queriam...



Entrei em contato com o jogador e o mesmo está contente em estar em um grande clube, o jogador foi negociado com o Atlético-MG, e em breve enviará um comunicado à torcida Azulina, que será publicado na página "Futebol Paraense". Torço para o sucesso do atleta, pois é mais um paraense que tem sonhos e com certeza vai lutar diariamente para conquista-los. Agora Amaury terá a sua disposição a melhor preparação e o melhor centro de treinamento do Brasil. Juntando toda essa estrutura que o clube mineiro oferece com o talento do garoto, podemos dizer que inicia-se uma carreira muito promissora.



Para o Clube do Remo resta estar mais estruturado administrativamente, assim o seu poder de negociação aumentará e conseguirá fazer negociações mais rentáveis ao clube. Poderia até se negar a negociar um atleta e com isso fazer com que o jogador permaneça por mais tempo no clube. Parece que nossos clubes são reféns na maioria das negociações (tanto na questão da venda como na questão da compra de jogador). A torcida Azulina espera que essa estruturação do Clube do Remo aconteça o quanto antes.


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